Sábado, 29 de Setembro de 2007

Ecumenismo v/s diálogo das religiões | Ocidente v/s Oriente

C:\Documents and Settings\Teotonio de Souza\Os meus documentos\Biographical Dictionary of Christian ___ - Google Book Search.mht

 

 

Agradeço o convite do Prof. Paulo Mendes Pinto para colaborar no blogue, e para já vai um link ao Dicionário Biográfico das Missões no qual colaborei há alguns anos. Pode servir de referência útil para os leitores deste blogue. Precisa de ser copiado/colado  por inteiro ao browser. Penso em abrir um debate sobre os conceitos e práticas de ecumenismo v/s diálogo entre as religiões, como representando abordagens diferentes e caraterísticas do Ocidente e do Oriente.

 

Teotonio R. de Souza

http://books.google.com/books?lr=&q=Teotonio+de+Souza&btnG=Search+Books

Publicado por Re-ligare às 11:51
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5 comentários:
De Re-ligare a 1 de Outubro de 2007 às 00:48
A via de um novo patamar de relação entre religiões é prioritário. Por nós, ficamos a guardar com interesse as iniciativas ques epossam fazer nesse campo de Respito, e não de comiseração.

Paulo Mendes Pinto
De PAULO FERREIRA a 29 de Outubro de 2007 às 14:45

Aluno: Paulo Alexandre Ferreira Teixeira
Ano Lectivo 2007/2008
1ºm Ano / 1º Semente – Turma 1P1
Trabalho de Epistemetodologia das Ciências Sociais Humanas


Ecumenismo v/s diálogo das religiões | Ocidente v/s Oriente
Ao ter-me deparado com este tema e naturalmente a grande corrente sobre o ecumenismo e o diálogo religioso, torna-se sem dúvida para mim um assunto de grande referência, em virtude da tão grande e importante atitude que pessoas das mais diversas correntes religiosas deveriam ter, note para mim o ecumenismo é mais que pensamento é uma atitude de vida, este tem sido um assunto que nas sociedades passadas e contemporâneas não se têm valorizado a importância que merece.

Embora o sentido da palavra, seja levar o mundo a uma tendência familiar única no que diz respeito à CRENÇA RELIGIOSA “o caminho do macro-ecumenismo”. O termo provém da palavra grega "oikos" (casa), designando "toda a terra habitada". No entanto a designação ou definição moderna, o termo ainda está em construção, ganhando uma tendência em absoluto estritamente religiosa, O Dicionário Aurélio define ecumenismo “como movimento que visa à unificação das igrejas cristãs (católica, ortodoxa e protestante). A definição eclesiástica, mais abrangente, diz que é a aproximação, a cooperação, a busca fraterna da superação das divisões entre as diferentes igrejas cristãs”.

Ainda que muito se opine sobre este assunto, em minha opinião este assunto deve ser analisado de forma consciente cautelosa afim de que não se venha a criar mais uma vez na história a força de uns em prejuízo de outros.

Eu não acredito no diálogo ecuménico como força para levar todos a crer que todos estão certos, e que todas as religiões nos levam ao mesmo lugar. Mas sim acredito no diálogo entre todas as fontes de pensamento religioso como força de respeito pelas crenças e opiniões que cada um tenha desde que os direitos humanos, nomeadamente o direito da livre escolha que nos foi concedido pelo Criador sejam respeitados.

Como Cristão acredito no evangelismo, e estou de acordo que o direito à evangelização deve ser igual sem qualquer tipo de represálias entre crenças, nunca o radicalismo ou fanatismo levou as pessoas a serem felizes, no entanto cada um deve crer no que crê sem criar qualquer tipo de ditaduras religiosas, estando aberto ao diálogo sincero e amigável das mais diversas formas.

Embora não tenha qualquer tipo de dúvidas quanto à minha fé e sei que A Bíblia Sagrada é a Palavra revelada e inspirada por Deus para o homem ser conduzido a uma vida correcta, quer a nível social, quer a nível politico, família e espiritual, no entanto o Deus que nos concedeu essas verdades tão profundas, também permitiu que o mesmo homem que criou se corrompesse e buscasse outro tipo de crenças (Livre_arbitrio), em Romanos 1:21 e seguintes, revelam que a humanidade tendo conhecido a Deus não o glorificaram como Deus e se desviaram Dele, tornando suas verdades em mentiras, e em seus discursos de sabedoria ficaram loucos em suas afirmações e conclusões. Sendo que DO ORIENTE E OCIDENTE TEM SURGIDO AS MAIS VARIADAS FONTES DE CRENÇAS. E pela permissão de Deus, o mesmo deixou os povos, culturas e religiões caminhar em seus desejos e crenças permitindo que a livre escolha seja permanente na génesis humana.

Reforço, acredito que o dialogo é fundamental e que nunca se deve impor a ninguém nenhum tipo de obrigatoriedade de crença ou não crença religiosa, mas os colóquios conferências e convenções são importantes, mas devem ser cautelosos porque nunca e em tempo algum se consegui a unidade sem dor. A unidade do ecumenismo dever ser uma atitude de respeitabilidade e não de crenças a não ser que todos creiam e acreditem no mesmo sem imposições ou pressões, o que me parece improvável.

paulo@icirnet.com
geral@icirnet.com


Um bem Haja para todos
De Re-ligare a 2 de Novembro de 2007 às 09:37
Caro amigo,

As questões que levanta são de sobejo interesse, quer pelo conteúdo, quer pela forma.

No que respeita ao conteúdo, acho que o percebo quando refere que este fenómeno deve ser analisado melhor para que não "que não se venha a criar mais uma vez na história a força de uns em prejuízo de outros". Sem dúvida, todo o movimento ganhou um importante impulso quando foi como que integrado dentro dos objectivos do Concílio vaticano II; em certa medida, o movimento ecuménico tornou-se catolico-centrado... será isso de que falava?

Mas passando à frente. Coloca uma questão com muita acuidade: "o direito à evangelização deve ser igual sem qualquer tipo de represálias entre crenças". Até onde acha que esse direito deve ser efectivado? Peço-lhe que me diga o que entende das situações tratadas por mim e pelo Luís Melancia sobre os missionários mortos ou raptados em alguns paises de islão fundamentalista.

Por fim, aquilo que me parece ser o centro: o que interessa é uma atitude de respeito; não de assimilação. parece-me ser essa a sua mensagem final.

Obrigado,
pmp
De PAULO FERREIRA a 12 de Novembro de 2007 às 23:59
Aluno: Paulo Alexandre Ferreira Teixeira
Ano Lectivo 2007/2008: N.º 20070657
1ºm Ano / 1º Semente – Turma 1P1
Trabalho: Resposta ao Comentário do Prof: pmp ao trabalho: Ecumenismo v/s diálogo das religiões Ocidente v/s Oriente
É com enorme prazer que esclareço às questões levantadas sobre o pequeno comentário apresentado no blog, questões essas que a meu ver são absolutamente correctas e oportunas.
A primeira questão, é mais simples de esclarecer o “Concílio Vaticano II; foi sem duvida um passo importante para que o direito à liberdade religiosa fosse efectivo a todas as pessoas e nações. Passando a ser tomado por muitas nações algo constitucional.
A talho de foice aproveito para expressar minha opinião sobre o Dignitatis Humanae (dignidade Humana), que esta declaração aprovada pelo Concilio Vaticano II, é para mim um documento muito rico em seu conteúdo, com uma exegese Teológica muito Bíblica, na qual me coloco com igualdade em minhas convicções.
No entanto não quero deixar de largo a minha opinião quanto ao que se tem vivido, quer em Portugal, quer noutras Nações que esses direitos aprovado e promulgados pelo Papa Paulo VI em 1965, não se têm verificado, e vou mais longe, parece que a atitude de uma grande parte dos lideres religiosos Apostólicos Romanos, têm procurado ignorar e quase que não se ensina a viver nessa respeitabilidade aprovada. Poderia enumerar centenas de casos históricos de instigações dos lideres (ICAR), aos que não professam a religião Católica Apostólica Romana, note, não estou a falar dos anos anteriores ao Concílio do Vaticano II mas sim à posterior.
Quanto a sua segunda questão, “Até onde acha que esse direito deve ser efectivado? Peço-lhe que me diga o que entende das situações tratadas por mim e pelo Luís Melancia sobre os missionários mortos ou raptados em alguns países de Islão fundamentalista”.
O direito à evangelização deve ser igual em todos os povos sem restrições. Se não a palavra liberdade não existe e não persiste, esse assunto não é pacifico em sua analise e as palavras sempre se podem usar e interpretar das mais diversas formas, contudo se Deus nos possibilitou crer ou não crer, de ouvir ou não ouvir, os povos e os direitos civis deveriam assimilar tais verdades para se viverem e respeitarem. …
É muito complicado opinar sobre esta sua questão de forma sintética, no entanto deixo alguns dos meus pareceres sobre a grande agressividade de alguns religiosos radicais em países absolutamente fechados a outras crenças. É mais que verdade que essas atrocidades têm se revelado ao longo dos séculos por extremistas, e em minha opinião é o desrespeita pelo direito à liberdade de cada um crer. É a violação da própria crença Islâmica, é um sinal de medo de que suas crenças sejam comprovados como erradas, é mais uma das muitas formas de vencer, quem nos pode vencer,uma das forma de defesa dos que se sentem inseguros.
Um dos maiores erros da humanidade tem sido sempre cíclico, a história se repete, o medo de ser derrubado, ou a sede pelo poder leva a que se façam males contra a humanidade. Isto não se resume a Religião. Lógico estamos longe de ter uma conclusão, isto é um assunto profundo, as causas e efeitos deste tema.
Na sua ultima questão: “Por fim, aquilo que me parece ser o centro: o que interessa é uma atitude de respeito; não de assimilação. Parece-me ser essa a sua mensagem final”.
A respeitabilidade é de facto mais que importante em qualquer diálogo para evitar qualquer tipo de conflitos.
Sobre a assimilação dos diálogos, para mim quando se tem convicções nada nos derruba, os diálogos quando podem questionar nossas convicções poderão fazer duas coisas entre outras. Ou nos mostram nossos erros, ou nos ajudam a melhorar nossas convicções descobrindo como compreender o ponto de vista dos outros. Como apresentar a razão da nossa fé, no meu caso que sou cristão o sou e porque sou.
Sempre que troco impressões com outras pessoas, mesmo cristãos que tenham pontos de vista diferentes dos meus, sempre sou abençoado pelo diálogo porque sempre aprendemos, o equilíbrio em qualquer área é fundamental.
Continua
De Anónimo a 13 de Novembro de 2007 às 00:03
Continuação
Não creio, que, se houver um dialogo sincero e respeitoso, que esse dialogo termine como um tempo de falácias, mas sim como um tempo de aprendizado e para os mais inconvictos, tempos de mudança.
Um abraço para toda a turma.
paulo@icirnet.com

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