Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

JÁ CHOVEU!

 

Samuel Huntington refere-se a Portugal, ao dia 25 de Abril de 1974  e à revolução que hoje celebramos,  como o momento em que começou a «terceira onda de democratização no mundo».

 

Deixo hoje, aqui, duas singelas homenagens à liberdade que começou em Abril e que, pouco a pouco, vamos aprendendo a merecer, viver e desenvolver.

 

A primeira é um vídeo; está aqui (com som)

  

A segunda é um poema de Pessoa - o grande Fernando Pessoa.

 

Este senhor Salazar

É feito de sal e azar.

Se um dia chove,

A água dissolve

O sal,

E sob o céu

Fica só o azar, é natural.

 

Oh, c'os diabos!

Parece que já choveu...

 

Luís Melancia

Docente da Lic. de Ciência das Religiões

 

Publicado por Re-ligare às 14:46
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2 comentários:
De Manuel Oliveira Duque a 25 de Abril de 2008 às 17:09
O Prof. Luís Melancia teve uma excelente ideia, colocando o vídeo do 25 de Abril de 1974.
Confesso que não sou político, mas fiquei bastante emocionado com a reportagem, porque me fez voltar aos meus 18 anos de idade, quando na Escola Secundária que frequentava na altura, toda a gente festejava o acontecimento com grande regozijo, e eu, à semelhança de tantos outros, que não entendia nada acerca do antigo regime político, apenas entendia que os meus pais lutavam com grande esforço para eu estudar, acabei por entender que o acontecimento certamente traria grandes benefícios a todos os que como eu, precisavam da liberdade para crescer em conhecimento e num novo ideal.
Na verdade, a liberdade é algo de belo, mas para haver verdadeira liberdade é necessário que haja responsabilidade, porque liberdade sem responsabilidade tem como fruto a anarquia e não é anarquia que se deseja, mas sim a harmonia.
Nestes tempos tão conturbados, quer na Europa quer no globo inteiro, que bom seria se todo o mundo procurasse a verdadeira liberdade tão almejada por todos, mas por tão poucos encontrada.
Bem haja estimado Professor pelo artigo em causa, que caiu mesmo bem neste dia.
Manuel Oliveira Duque
Aluno do 1º ano em Ciência das Religiões
De Ricardo a 28 de Abril de 2008 às 12:49
Ora viva pr. Luís
Nem sem bem o quedizer a cerca do 25 de Abril, eu nasci depois desta data importante para os portugueses, ainda sou relativamente jovem. Aos 10 anos de idade eu tive de seguir os meus pais para a Suiça, e o que tenho na memória é que o 25 de Abril era mais um dia de folga que outra coisa. Claro que ao crescer eu entendi melhor tudo o que aocnteceu em 1974. Mas se posso dizer algo a cerca disso é o seguinte: não há nada melhor do que a liberdade, em todos os sentidos. A Suiça, país onde eu vivo há quase 20 anos, é a democracia mais antiga do mundo, o valor de liberdade é muito importante, e mais importante ainda é a liberdade com respeito. Respeitar a opinião do outro sem concordar com ele é isso a liberdade. Portugal é jovem muito jovem em relação à liberdade em muitas areas, somos uma democracia bem jovem, com muita coisa para aprender. Ainda existem muitos portugueses com uma mentalidade salazarista. Hoje essas pessoas que viveram nesse tempo de ditadura, tiveram talvez uma liberdade muito rápida, não se sabe muitas vezes como a gerir. Os nossos governos bem se esforçam em querer alcançar as mentalidades mais avançadas dos países do centro e norte da Europa, onde essa liberdade é vivida, mas estou convicto que o que deu certo com um, não significa que dê certo com outro. Não temos a mesma cultura, a mesma mentalidade, o nosso caso é diferente, e por isso precisa de respostas diferentes. Para esses países nordicos, onde a população é composta por mais de 50% de protestantes, a noção de liberdade é totalmente diferente da nossa, onde mesmo depois do 25 de Abril, mais de 85% da população portuguesa vive debaixo da ditadura católica. Para que possamos realmente entender essa noção de liberdade e respeito, o povo português tem de olhar para Aquele que dá a liberdade, Jesus Cristo. Só Ele é quem pode libertar os portugueses da "prisão" religiosa onde vivem. Como o irmão Luís disse há algum tempo e disse bem, a religião tem uma enorme influência da nossa maneira de ser, e a maioria dos portugueses vivem essa forte influência que tem a religião católica nas suas vidas. Mas quando Jesus entra no coração e limpa toda a poeira da religiosidade, passamos a ter um coração livre, passamos a entender no lixo em que viviamos, passamos a ver e entender no lixo onde muitos vivem, e sentimos amor por essas vidas sem os julgar, e o desejo que nasce é de os ver livres.

Um forte abraço

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