Sábado, 28 de Junho de 2008

OS DEZ MAIORES INTELECTUAIS DO MUNDO

 

Classificar, ordenar é sempre um trabalho ingrato e perigoso. E quando se trata de pessoas, o perigo (e por vezes a injustiça) é ainda maior. Apesar disso, a revista americana Foreign Policy apresentou cem nomes de personalidades que poderiam destacar-se como intelectuais de relevância a nível mundial. O desafio era escolher os dez primeiros.
 
O método utilizado é que não foi o mais científico do ponto de vista do tratamento de dados estatísticos – usou-se um modelo de votação semelhante ao usado no concurso «O maior português de sempre». Durante 4 semanas, mais de 500.000 pessoas vieram ao site para deixar o seu voto. Claro que a maior parte dos mais votados criou uma verdadeira máquina eleitoral que acabou por revelar outra coisa: além de intelectuais respeitáveis, são também comunicadores e fazedores de opinião de dimensão invejável. A surpresa: os dez intelectuais escolhidos pelo público são muçulmanos.
 
O primeiro votado foi Fethullah Gülen, que dirige uma rede de escolas e meios de comunicação, talvez o maior movimento islâmico moderado em todo o mundo.
 
O segundo foi Muhammad Yunus, o economista do Bangladesh que ganhou, em 2006, o Prémio Nobel da Paz pelo seu projecto do microcrédito.
 
Em terceiro ficou Youssef al-Qaradawi, líder espiritual da Irmandade Muçulmana, a quem foi negado o «Visto» para entrar no Reino Unido, em Fevereiro deste ano, por defender abertamente os ataques perpetrados pelos bombistas suicidas.
 
Orhan Pamuk, o escritor turco que ganhou, em 2006, o Prémio Nobel da Literatura ficou em quarto lugar.
 
Em quinto lugar ficou Aitzaz Ahsan, advogado e político paquistanês, opositor do Presidente Musharraf e membro do Partido Popular Paquistanês liderado pela malograda Benazir Bhutto.
 
Amr Khaled, um «tele-evangelista» muçulmano, Egípcio, que se mudou recentemente para a Grã-bretanha para trabalhar como conselheiro de jovens europeus muçulmanos, ficou em sexto lugar.
 
Abdolkarim Soroush, um Teólogo iraniano reformista ficou em sétimo.
 
Tariq Ramadan, um erudito nascido na Suiça e muito popular entre os jovens muçulmanos europeus ficou em oitavo. É acusado pelos seus críticos de anti-semitismo e de ter ligações terroristas, bem como de ser financiador de organizações humanitárias ligadas ao Hamas.
 
Mahmood Mamdani ficou em nono lugar. Mamdani é um antropólogo ugandês que foi expulso do país em 1972 pelo ditador Idi Amin, tendo encontrado abrigo nos Estados Unidos. A sua tese é a de que o terrorismo islâmico é um subproduto da privatização da violência que começou a ocorrer desde o final da guerra-fria. É Professor na Columbia University.
 
Em décimo lugar ficou uma mulher: Shirin Ebadi, uma advogada iraniana, que foi impedida de exercer a sua actividade profissional pelos clérigos muçulmanos iranianos. Activista dos direitos humanos, ganhou o Prémio Nobel da Paz em 2003.
 
Uma curiosidade: para o décimo primeiro e décimo segundo lugares entraram os americanos Noam Chomsky (Professor no MIT) e Al Gore, respectivamente.
 

 

Luís Melancia

Docente na Lic. em Ciência das Religiões

 

Publicado por Re-ligare às 00:49
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