Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

O crucifixo de Carol Castro e ainda a Liberdade de Expressão

O Brasil é pródigo na junção de correntes diversas e na criação de sínteses. Continuando a nossa série de tópicos sobre LIberdade Religiosa, trago agora, pela mão do Hugo Espínola, um caso recente do uso de um símbolo religioso.

A situação não é nova. Já antes Madonna teve alguns problemas com o uso de crucifixos. Alguns artistas também os têm regularmente.

O novo neste caso é a intervensão da Justiça.

Esperemos para saber mais novidades que colocaremos aqui on-line, ajudfando-nos a reflectir sobre o uso público de símbolos religiosos.

          

Será que podemos publicar a qui a imagem?...

                 

Entretanto, sigamos um artigo de opinião recentemente publicado num jornal brasileiro.

 

O crucifixo de Carol Castro e a 'propaganda' da censura

Publicada em 28/08/2008 às 11h47m

Artigo do leitor Jô Rodrigues

Nosso país é pródigo em casos e "causos". Vez por outra, tanto a Igreja quanto o Judiciário e os governos nos proporcionam fatos hilários. É o caso do problema criado entre a Igreja, a atriz Carol Castro e a revista "Playboy", especialista em desnudar musas para satisfazer desejos confessáveis dos marmanjos de plantão.
A menina mostrou o que é seu, o belo corpo, adornado por um crucifixo, numa revista masculina. Parece que os "senhores feudais" da Cúria também leram a revista profana. E, prontamente, acionaram a Justiça, que sempre é careta e carola, e eis que um juiz resolveu que a moçoila não pode posar nua com um símbolo da Igreja.
Interessante... Na época das Cruzadas, milhares de cavaleiros e plebeus matavam, roubavam, estupravam, tendo como símbolo a cruz de Cristo, sob as bênçãos do Papa de plantão. Durante a Inquisição, tribunal radical católico, centenas de pessoas eram perseguidas, mutiladas, queimadas, acusadas de perjúrio, bruxaria etc. E sob a velada proteção dos maiorais da Igreja, muuitos padres pedófilos, que portam crucifixo ao pescoço, estão por aí, alguns processados, outros simplesmente transferidos de dioceses. A maioria, ao que parece, salva da ira dos justos.
E agora, eis que a jovem e bela Carol Castro, ao mostrar o belo corpo que Deus lhe deu, vira notícia por estar com um crucifixo preso ao belo pescoço. Santa mediocridade... Afinal, ela está como veio ao mundo - nua - por obra e graça do Criador, que nos fez todos assim. Se usamos roupas e tantos apetrechos, errados estamos diante do Senhor, já que nascemos nus, totalmente, sem qualquer adorno!
Essa providência, discutível, não prejudicou em nada a Carol e a revista. Muito ao contrário. Se a Igreja não tivesse pronunciado, e a Justiça não tivesse metido sua mãozinha na questão, a publicação nem faria o sucesso que está fazendo. Seria mais uma bela atriz que expõe seu belo corpo, nada mais. Mas, com as providências intespestivas, ela ganhou mais fama ainda e a revista "Playboy" está morrendo de rir. Provavelmente terá a maior vendagem entre tantas que já teve. Amém?

Publicado por Re-ligare às 14:15
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1 comentário:
De francisco josé espínola a 2 de Setembro de 2008 às 13:18
Vamos falar claramente o que todo mundo percebeu. A mulher está nua para explorar o instinto sexual masculino, o crucifixo é para gerar controvérsia e, com ela, vender revistas. Tudo muito anti-ético , ao meu ver. O crucifixo é um símbolo de uma filosofia que tem como objetivo um mundo melhor, não tem nada a ver com o sexo superficial, pobre, imediato, egoísta por pensar apenas no eu e não no outro. E a revista vive desta ideia de sexo. Mas o pior de tudo é usar a polêmica como ferramenta de venda. Imagino o executivo explicando ao chefe: "vamos usar a ofensa à religiosidade para criar uma série de manchetes de jornais e revistas, para que mais pessoas tenham acesso à informação de que existe esse ensaio, e muita curiosidade seja gerada. Isso maximizará as vendas e os lucros serão altos." Isso soa anti-ético a alguém? Solução? Boicote, boicote e boicote. "ah, mas não adianta eu boicotar as revistas e jornais se ninguém mais boicota". Bem, se vc não quer boicotar por causa dos outros, é pena. Eu boicoto e ponto.

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