Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

Religião e Humor... Louvado sejas...

               

Gostava de lançar aqui um desafio.

                    

Caros alunos, caros colegas, caros visitantes,

 

Como talvez saibam, uma rábula dos Gato Fedorento bateu o record de queixas na autoridade reguladora da comunicação social. Foram 120 as reclamações contra uma peça que ridicularizava as famosas sessões de formação de professores em torno do computador Magalhães.

            

Podem ver a peça em:

http://www.youtube.com/watch?v=VC2xsAC5hdA

         

Deixem as vossas impressões

               

                

Podem ler a "sentença" em:

                   

http://www.erc.pt/index.php?op=vernoticia&nome=noticias_tl&id=217

                           

 

Podem ler alguns comentários no texto retirado do JN:

             

"Nunca um programa, no caso, um "sketche", recebeu um tão elevado número de cartas a contestá-lo", diz fonte da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). Está aberto um processo de averiguações. Ainda ontem, estava previsto que a SIC fosse notificada relativamente à peça do "Zé Carlos", emitida no último domingo. Esta não é a primeira vez que os "Gato" são alvo de apreciação pela ERC. O programa que tinham na antena pública mereceu duas queixas, mas o Reguladora acabou por não lhes dar provimento.

Os novos protestos apresentam-se em nome individual e o seu conteúdo vai todo no mesmo sentido: ofensa à Igreja Católica, mais concretamente, aos seus símbolos sagrados. Houve quem referisse que com o Islão haveria mais cautela na abordagem.

"Louvado seja, ó Magalhães" decalca os rituais da missa, incluindo a entrega da hóstia aos fiéis, que, na paródia, é substituído por um disco para colocar no computador. "Instalai isto em memória de mim", diz o boneco de Ricardo Araújo Pereira, usando a entoação dos sacerdotes tradicionais. É neste quadro que se ouve um discurso elogioso ao computador. Numa das rezas, é dito: "Bendito seja Sócrates que nos reuniu em nome do Magalhães".

O padre Manuel Morujão, porta -voz da Conferência Episcopal, acha "muito bem que quem viu as suas convicções mais profundas serem ofendidas se manifeste". Prossegue: "Nada é intocável, mas tem de ser tocado com algum respeito. Uma coisa é fazer humor sobre as ondas do mar e outra usar a liberdade para achincalhar". Afirmando-se "solidário, de certa forma", com quem acha que "não houve respeito para com aspectos considerados estruturais da nossa vida", deixa ainda o recado: "Não devemos transformar a contestação em propaganda ao programa".

Fã dos "Gato", D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas e de Segurança, começa por perguntar se estamos a falar daquele "sketche" em o Ricardo Araújo Pereira diz "em nome do pai". Diante da resposta afirmativa, comenta: "Tenho de dizer que o vi . Habitualmente entro em colisão com determinadas formas de pensar, mas esse em nada me feriu. Quem não tiver humor que não veja".

Para o sociólogo Albertino Gonçalves, "os portugueses ligam mais aos seus símbolos do que aos feitos. O que deve ter chocado foi a cena da hóstia, por causa do que devem ter visto como profanação do sagrado". Embora lhe pareça que nem todas as queixas possam ter origem católica. "Os mais patriotas também se sentem ofendidos com este género de humor".

De qualquer modo, julga que se está diante de uma "minoria que faz sempre muito barulho". O professor da Universidade do Minho classifica o trabalho do quarteto de os "Gato Fedorento" como um humor desinibido, que aprecia. E vê a quantidade de queixas como um sinal de preocupação. "Fico preocupado, porque o humor tem uma função fundamental na sociedade, e a tolerância é a medida da democraticidade de um país".

              

Obrigado a todos,

Paulo Mendes Pinto

 

 

Publicado por Re-ligare às 18:02
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13 comentários:
De Rui Cabral Telo a 3 de Janeiro de 2009 às 00:15
"Tenho de dizer que o vi . Habitualmente entro em colisão com determinadas formas de pensar, mas esse em nada me feriu. Quem não tiver humor que não veja".

Até que enfim que um bispo aparece com uma afirmação correcta de como se deve entender o humor. Este só tem efeito quando o alvo são valores e tradições arreigadas nos povos. Não se pode fazer humor de trivialidades. Quem ficar chocado que mude de canal ou apague a Tv. Mal iriam os crentes se as suas crenças ficassem afectadas com o que viram. Por mim, que o não sou, rio-me da caricatura e do modelo. Ambos são mesmo caricatos.

Rui Cabral Telo
De Re-ligare a 3 de Janeiro de 2009 às 22:23
Caro amigo,

O D. Januário, aliás, membro da Comissão de Acompanhamento do nosso projecto «Inquérito à Cultura Religiosa», sempre tem tido atitudes altamente dignas para com as suas funções e, acima de tudo, bastante de acordo com uma soceidade que espera ter dos líderes religiosos verdadeiros leitores do seu tempo, não apenas críticos sistemáticos.

Grande abraço amigo,
Paulo
De Anónimo a 3 de Janeiro de 2009 às 00:31
Caro Professor Paulo Mendes Pinto,
Procurando corresponder ao desafio, junto alguns comentários em torno do tema sugerido, mas antes de mais: Votos de Bom Ano 2009 a todos!
O bom Humor é (e deve ser) como o “ópio do povo”, um saudável exercício da crítica social que mais não almeja que instalar a boa disposição (exercitando, alem do riso, alguma consciência cívica). Mas a Religião, considerada na sua mais elevada expressão de manifestação da espiritualidade humana, não o deve ser (embora a História mostre como as Instituições Religiosas, na sua relação com o Poder, a forçam nesse sentido).
É esse o valor da polémica em torno do humor televisivo: um momento de diversão da opinião pública onde os valores religiosos são instrumentalizados seja pelo humorista seja pelo movimento crítico que lhe responde.
Mas há que perscrutar um pouco mais a questão e ver até que ponto a razão assiste aos actores da contenda. E importa aquilatar do significado político do “Magalhães” (o pequeno computador que aparece como um dos instrumentos mais hábeis da política moderna, ainda mais eficaz nessa função porque destinado, assim reza a propaganda, às crianças do primeiro ciclo do ensino básico).
Há que questionar da validade dessa opção politica a nível educacional, da oportunidade em, nessa faixa etária, se valorizar a dependência à máquina em vez do saber–fazer manual; de se valorizar o elemento virtual em detrimento da relação vivencial (só quem não tem crianças em casa não percebe como um computador mal gerido pode ser prejudicial).
E há que perscrutar do sentido de oportunidade que representou para o mercado a poderosa operação de marketing do governo em torno do “Magalhães” (que, quando for efectivamente distribuído às crianças será uma máquina já obsoleta, mas isso já se sabia), bem como do sentido de negócio que a empresa que monta o “Magalhães” revelou face à política de choque tecnológico (porque ela não o fabrica, apenas o monta e lhe cola a capa azul, que vai fixada com fitas de “velcro”).
O que tem isto há ver com Religião? Nada. Tanto quanto a polémica surgida em torno do programa humorístico. Mas devia ter, isto é, devia ser motivo de reflexão pelas instancias religiosas (e pelos cidadãos portadores de uma consciência religiosa) o modo como a politica educativa se processa e como a ideologia do momento inculca valores nas novas gerações.
E também não caberá à ciência – no caso, à ciência das religiões – embarcar no mesmo processo de diversão da opinião pública, enfatizando o choque entre o Humor e Culto aos símbolos. Reconheçamos: a matéria é prometedora, desde que não siga o mesmo caminho que a das “fotos da Carol”.
O Humor é, por definição, uma forma de expressão que opera sobre o universo do absurdo, utilizando quase sempre a linguagem na forma irónica. O que é dito, literalmente, é o menos importante. Levado à letra, sobra apenas um discurso idiota, ao qual não vale a pena ficar preso.
É um desafio indagar, serenamente, dos significados múltiplos de uma questão como esta. Mas paradoxal, na verdade, é procurar comentar a polémica em torno do humor num programa televisivo e, ao mesmo tempo, contabilizar o número de vítimas na Faixa de Gaza. É olhar, no mesmo momento, para a imagem que Re-ligare afixou daquele “pobre soldado indefeso a ser ameaçado pela mulher palestiniana”. O humor consegue ser mordaz! Mas, como diz um dos intervenientes citados em Re-ligare, “nada é intocável, mas tem de ser tocado com algum respeito”.
A realidade revela-se, muitas vezes, absurda. E a vida desenrola-se sobre formas de ironia, nalguns casos, bastante amargas. Como será a vida daquela mulher palestiniana em Gaza? E as crianças de Gaza terão algum dia oportunidade de ter um “Magalhães”?. E como é o Humor por aqueles lados?.
Abraço,
Alexandre

De Re-ligare a 3 de Janeiro de 2009 às 22:38
Caro Alexandre,

As questões levantadas são imensas... de uma imensidão que nos espanta pelo que merecemos nós próprios de escárnio.

No dia 1, tive o azar de assistir a um dos telejornais da nossa televisão. De castigo, a situação transformou-se em caso de análise. Simples, apenas cerca de 30 minutos depois de começado, o tal telejornal começou com alguma notícia que não as imagens da passagem de ano, aqui, ali, e ainda mais acoli...

Espantado, a meio fui ao site do Público? Será que não há notícias? Mas havia, e dramáticas, importantes. Mas para que serviam? Importa retomar a expressão do tal "Ópio do povo"...

E a relação com humor é ainda mais simplista na nossas forma de ver o mundo. Uma rábula brejeira, com anedotas picantes, com situações de claro mau gosto... nada merecem de crítica. Fazem o riso fácil. Mas uma rábula que toque em religião...

Noutro prorama deste grupo, foi literalmente gozado um artista "pimba". Num outro programa, ai retomado, mostravam-se imagens dele a conduzir a mais de 180km/h, a falar ao memso tempo ao telemóvel, e ainda a manter a direcção do carro com o joelho. Terá nascido algum movimento cívico para boicotar os espectáculos desse artista?

Este senhor da música nacional deve ser dos que mais actual em festas de cariz religioso, nas inumeras romarias que no Verão têm lugar...

Será que vai deixar de ser convidado por ter... deixado os filhos, crianças, assistir a uma sessão de strip... que essa mesma rábula mostrava...e que foi transmitida em horário nobre para todo pais?

Aquilo que entendemos como importante é muito difuso.

Grande abraço,
paulo
De Eduardo a 3 de Janeiro de 2009 às 05:50
Parece mais apropriado remeter a quem de direito. Sobre o temente, diz o Salmo I : " Bem aventurado o homem que não se assenta na roda dos escarnecedores".
O que escarnece do pobre (do popular), segundo Pv 17.5, insulta ao seu Criador;
Sobre a forma como Deus encara o escarnecedor, Pv 3.34 ensina que "Ele escarnecerá dos escarnecedores" e Gálatas 6.7 diz "Deus não se deixa escarnecer".
A Bíblia ainda afirma que "o que repreende o escarnecedor, toma afronta para si" (Pv 9.7) e adverte para "não repreender a escarnecedor, para que ele não te odeie" (Pv 9.8).
A questão que se coloca, uma vez que a Bíblia condena claramente o escárnio (zombaria, humor), é a razão desta que, ao meu ver, se fundamenta no fato do escárnio ridicularizar o ser humano seja qual for o tema. Não se faz humor sobre baleias, pombas ou codornizes....
Quanto ao desafio proposto, me apego ao provébio citado para não ser odiado.
De Vítor Maia a 3 de Janeiro de 2009 às 09:02
Graça e Paz.
Mas o assunto é religião ou é cristão? Ou melhor: é religioso ou de carácter bíblico.
Se é religioso não me vale de nada pois a religião em si mesma, não leva a lado nenhum, sendo que tantas e tantas vezes fala, critica e avalia as coisas sem olhar o ensino biblico. Por isso se o assunto é religião não vale.
Se a avaliação deve ser de carácter biblico, é bom lembrar que "não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão" Esta tal brincadeira em tudo ofende não a mim, mas a Deus pelo abuso e absurdo uso do paralelismo que se quer fazer com a Bíblia Sagrada e com logo assim com a Palavra de Deus.
Por mim, humor sem respeito mútuo é desrespeito e desnecessário, assim como em tudo onde o respeito falta. Alguém disse que "A liberdade de um acaba onde começa a liberdade do outro."
Lamento que certos "Dons" tão hábeis a comentar politica, esqueçam o ensino biblico, mas cada vez vai sendo isso mais normal.

Vítor Maia
De Emanuel Fernandes a 3 de Janeiro de 2009 às 12:45
Boa tarde! Acho muito interessante reflectirmos sobre um tema tão interessante logo no inicio do ano novo. Interessante e sério, apesar de estarmos a falar de algo que supostamente seria humor. Graças à liberdade de expressão, esses programas têm a possibilidade de falar, brincar e até criticar tudo e todos! Mas também graças à mesma liberdade, nós temos esta oportunidade de também nos expressarmos e desde já um muito obrigado ao Dr. Paulo Mendes Pinto. Acabo de me aperceber que as opiniões estão divididas e que há pessoas com altos cargos religiosos, que não se sentem ofendidas e até acham piada. Eu sou da opinião que nos devemos ressentir e que existem muitos mais temas para acerca dos quais fazer humor e deixar a religião e o Santo Nome de Deus, sossegado, guardando-lhe o respeito e o temor que nos merece! Não vou aqui transcrever versículos bíblicos, pois já outros o fizeram e muito bem. Quanto à peça que de humor teve muito pouco ou nada, por acaso vi e não gostei. Não gosto de brincadeiras com questões religiosas. Não gosto de brincar com as religiões e com as figuras dos seus lideres. Devemos respeitar a religião do nosso semelhante para que a nossa também o seja. Neste mesmo programa dos "gatos" já um coral gospel caiu na asneira de aceitar estar presente para cantar uma música cristã muito conhecida, no entanto com uma letra alterada e até com uso de um palavrão. Há meses atrás desliguei a TV quando os "gatos" estavam a cantar "ai que bom seria sermos só da cintura para cima" onde apareciam sem pernas. Pensei de imediato em tantas pessoas que conhecemos e que têm sido amputadas por motivos de doença grave. Como devem ter ficado chocadas! Num outro programa, o actor Ricardo, aparecia posicionado como se tivesse ficado sem metade de uma perna, simulando que sangrava imenso. É isso humor? Aquela peça dos "gatos" em que o taxista, disparava sobre o passageiro e este respondia: "ai, isso dói !" Tem isto alguma piada? É a isto que chamam humor? Mas voltando ao humor no tocante à religião, há uns 2 anos atrás nos "malucos do riso" duas mulheres lamentavam que O Cristo estivesse pendurado numa cruz. Uma dizia que lhe ia soltar a mão esquerda e a outra então decidiu soltar-lhe a mão direita. Entretanto escuta-se uma voz-off "suas palermas, querem que eu caia ao chão?" Há bem pouco tempo nos "Contemporâneos" (RTP) o actor Nuno Lopes, brincava com o Sacerdote durante uma suposta confissão. O texto foi parar a Deus, que é um malandro, que só trabalhou seis dias, que pensou logo em descansar, etc. Para mim isto não é humor. Estamos no inicio de um novo ano. Os dias são maus e certamente 2009 será um ano difícil , por isso precisamos de nos rir e divertir, mas só poderemos fazê-lo, quando se trata de verdadeiro humor, quando tem realmente piada. É certo que aquilo que é engraçado para mim, não tem de ser necessariamente engraçado para os outros. Deixo o meu apelo às autoridades competentes, no sentido de fiscalizarem mais este tipo de programas que passam na TV em horário nobre. Se fossem transmitidos durante a madrugada, talvez não fosse tão preocupante, mas estamos a falar de programas que são vistos pelas famílias Por isso mesmo na 2ª feira seguinte "louvado sejas ó Magalhães " era a canção mais entoada no recreio das escolas! Sei do que falo. Tenho duas filhas estudantes. Vamos ser alegres, vamos rir e brincar, mas sejamos mais sérios e não abusemos da liberdade!
De Cristina Nóbrega a 3 de Janeiro de 2009 às 17:12
A peça é interessante e criativa. É uma crítica a tecnologia que está se tornando uma religião para muitos, sem a devida proporção, causando vícios, criando situações constrangedoras em todos os níveis. Quero, no entanto, ressaltar minha oposição quanto ao uso da própria religião católica como instrumento dessa crítica, usando a missa para expressar a sua validade.
A música, "louvado seja meu Senhor..." , é usada há muitos anos na igreja evangélica, da qual faço parte, e cuja letra é belíssima e inspiradora. É um canto de louvor por tudo que Deus representa na vida dos seres humanos, principalmente naqueles que crêem em seu poder e ação.
Quero deixar claro, também, que nada é intocado. Muito se tem criticado a igreja em vários segmentos do Cristianismo, mas concordo com o Prof. Mendes Pinto; é necessário o devido respeito e consideração. O humor é bom e tem sido usado como instrumento para confrontar a sociedade em vários segmentos, seja político, religioso, social etc. É um instrumento válido. Mas, liberdade tem limite.
Quanto as minhas convicções, elas não foram abaladas de forma alguma, pois minha fé está firmada na pessoa de Jesus como salvador pessoal, nas suas palavras e ensinos; todo o resto é conjunto doutrinário. E, se tal peça tivesse o poder de me entristecer e abalar, ela não tem valor algum. “Tudo deve ser feito com decência e ordem.”
De M. Duque a 3 de Janeiro de 2009 às 20:27
Vi a apresentação em causa, não na TV, mas em MSG que recebi de um amigo, na tonalidade de descontentamento da parte de quem ma enviou; sinceramente também não achei graça nenhuma, apesar de não se Católico Romano. O dito "humor" revela falta de temor daqueles que o criaram . O uso da bela música evangélica em causa, tão conhecida para celebrar ao Senhor, nomeadamente essa, foi a meu ver, profanada, ao ser usada em tal publicidade ao Magalhães.
Também outras expressões tal como a Graça, o Amor e a Comunhão, foram adulteradas no seu sentido, assim como "Templo" e "discípulos" foram retiradas de um contexto religioso e usadas de forma abusiva, apesar da liberdade que temos para nos expressarmos.
Realmente a liberdade de cada um, acaba quando essa liberdade fere o outro.
A minha opinião é que estamos a atravessar uma elevada crise de valores, em que o respeito pelo outro parece ter sido perdido.
Penso que a infelicidade da cena, revela uma profanação de valores elevados que mexem com o estado dos mais sensiveis, e como tal, deveria ter sido bem repensado antes de ser publicado pelos seus autores, ou terem escolhido outro tipo de humor que não esse.
Sou Evangélico convicto e quanto à minha fé, isso em nada a abalou, porque sei em quem creio e no que creio, no entanto achei interessante que o estimado Professor Paulo Pinto tenha inserido este debate no religare.
Termino com uma expressão que me dizia o meu pai, quando eu era criança:
Filho, graças a Deus muitas, mas graças com Deus nenhumas.
Um abraço
Duque
De Re-ligare a 3 de Janeiro de 2009 às 23:13
De César A. Santos a 2 de Janeiro de 2009 às 23:10
Concordo com o excerto do artigo o Jornal que refere uma "minoria ruidosa", estaria mais preocupado em termos de falta de tolerância e purismo se algum alto oficial da igreja católica portuguesa exigisse tempo de antena para transmitir um comunicado ou algo assim.
Pergunto-me se as pessoas ditas ofendidas viram o sketch como um ataque à sua fé ou apenas a uma tradição cultural.

César A. Santos
De Sonja D' Amoêdo e Silva a 4 de Janeiro de 2009 às 02:46
Assisti o vídeo e não me espantei nem um pouco...
Os homens se encontram longe de Deus...
E os pobres artistas para ganharem seu 'pão' precisam buscar na dureza dos corações humanos uma ponte para contentá-los e assim ganharem popularidade entre eles.
Tanto quem assiste e ri... quanto quem faz acontecer... para mim são dignos de AMOR da minha parte, mesmo que eu saiba que o que fazem... suscita a IRA de Deus.
Pois Ele não se deixa escarnecer... mesmo que alguns pensem que sim.
Em particular não compactuo com nenhum ataque a símbolos sagrados, fé, religião ou como a queiram denominar...
"Respeito é bom, e eu gosto".
De Anónimo a 10 de Agosto de 2009 às 23:02
eu sou o ivo da nova peniel fiz seminario; na epoca do pr ulisses em cascadura meu tel 8816-8828
De Sonja D´Amoêdo e Silva a 12 de Agosto de 2009 às 21:10
Oi, Ivo.
Entre em contato comigo pelo mis07sonja@yahoo.com
Um abraço,
Sonja.

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