Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2014

CONTEXTO BIOLÓGICO DA BIOMUSICOLOGIA

O som é constituído por vibrações que pulsam em oscilações rítmicas. O ser humano, por sua vez, é constituído por estruturas físicas e não físicas que vibram, igualmente em frequências rítmicas, oscilatórias. O biomusicólogo pode estabelecer a sincronia entre estes sistemas através do principio da ressonância vibratória, visando alcançar resultados pré-determinados, com fins terapêuticos. Este procedimento requer conhecimento técnico, pesquisas e experimentação prévia sobre os sons e terapias vibratórias a serem utilizadas, além de um estudo do perfil psicológico e social do indivíduo (anamnese) que se submeterá à influência da biomusicologia.

Uma vez que esta ciência envolve diversas áreas do conhecimento, é assumida uma visão interdisciplinar e integrativa de várias ciências tendo como objectivo final a máxima eficiência da terapeutica. Nomeadamente promove o encontro entre a biologia, a física, a música e ainda, numa abordagem mais ampla, envolverá a antropologia e filosofia, com o fim de incorporar o rico conhecimento de povos tradicionais que utilizavam o som na cura terapêutica.É necessário utilizar o som como veiculo de expressão de inteligência de cooperação e fraternidade.

A Biomusicologia intervêm a um nível profundo onde a energia sub-atómica e a informação que a estrutura, influem e controlam os comportamentos a nível material no corpo físico e emocional. Cada organismo, célula, tecido ou órgão possui uma frequência electromagnética única e identificável. São as perturbações electromagnéticas do corpo que ao fim de certo tempo geram alterações que se manifestam ao nível das modificações bioquímicas. Quando o campo magnético está em ordem o corpo está saudável.

Neste contexto a Ressonância é o mecanismo biológico (de indução física), através do qual as frequências induzidas afectam sistemas físicos desequilibrados. O efeito da ressonância vibratória simpática no organismo é também afectado por sons inaudíveis

 

Vibração acústica, som e música

 

O que normalmente chamamos de "som", é a percepção subjectiva de um fenômeno vibratório, que dentro de certos parâmetros estimulou o órgão sensorial da audição. No Homem, o caminho que as vibrações fazem, advindas do meio externo, através do ouvido externo, ouvido médio até o ouvido interno, é essencialmente um processo mecânico. Trata-se da transferência de energia comunicada através do meio gasoso (no ouvido externo), meio sólido (no ouvido médio - membrana timpânica _ martelo _ bigorna _ estribo _ janela oval), meio liquido (dentro do ouvido interno - cóclea), até chegar a estimular as células ciliadas que transformam o impulso recebido em impulsos elétricos que são transmitidos ao cérebro via nervo auditivo. Somente a partir deste ponto, ou seja, da completa transformação do movimento mecânico em impulso nervoso é que de facto se pode falar de "som" e sua percepção. Até então pode-se, quando muito, referir-se a uma sensação táctil, por exemplo, como a que ocorre no tímpano quando este é estimulado pelas alternâncias de pressão que compõe o fenômeno vibratório acústico.

Portanto, entende-se que "som" (sensação sonora), só existe dentro de um ser, na medida em que um órgão apropriado é capaz de transformar um processo mecânico em impulso nervoso e que no cérebro seja feita a interpretação correcta desta informação. O ponto central do processo encontra-se ao nível neurológico, pois tanto o corpo todo pode servir como "ouvido", captar e levar até o ouvido interno as vibrações acústicas (como acontece muitas vezes com deficientes auditivos), como também de forma sutil a própria "imaginação sonora" faz ouvir sons e melodias.

 

A natureza Vibratória do Som e do Corpo Humano

 

Onde existir energia em movimento que actua sobre um corpo, existirá também um corpo que vibra para o ambiente. Todo o corpo vivo emite som, todas as células do corpo possuem propriedades vibratórias e são receptores sonoros. O Som é movimento, mais do que isso, som é impulso vibracional, é o movimento repetido, aleatório ou periódico de átomos e moléculas; ou seja, somos compostos de sons.

O corpo humano é uma fonte de energia, que emana vibrações contínuas que se alteram de acordo com o estado psicológico e mental. A cada momento, o corpo troca energia com outros corpos, e com tudo o que o rodeia, está imerso num oceano de ondas, de vibrações.

Somos, assim, uma sinfonia de frequências, sons e ritmos num fluxo constante que procura manter um estado de harmonia. Possuidores de diversas células em constante movimento, sendo que, onde há movimento há fricção e onde há fricção o som está presente; cada célula do corpo humano produz uma frequência ou harmónico ressonante. De acordo com a frequência e o harmónico ressonante das células, elas unem-se para formarem cada órgão do corpo (ex: pulmão, fígado etc.).

O terapeuta cimático Guy Manners, dá a seguinte explicação: “Cada célula é como um pai, e produz um filho. Se a célula-pai funciona como parte de um fígado, conhece apenas o sinal do fígado. Logo, tem-se um harmónico do fígado. Ora, o coração tem uma forma diferente. As células são as mesmas, mas, tendo uma forma diferente, assim também é o seu harmónico”.

Entende-se com isso, que cada órgão forma-se no corpo humano em harmonia com seu próprio padrão e dos outros órgãos que estão nas proximidades, mais ainda, em harmonia com o padrão de onda do ambiente circundante.

Os átomos através dos elétrões em movimento constante irradiam ondas eletromagnéticas, que se associam através do princípio de ressonância. A frequência destas ondas varia de acordo com a estrutura do corpo, cada estrutura é mantida e formada por um harmónico das células, ou seja, pode-se dizer que o som cria as estruturas do nosso corpo.

A totalidade humana é composta de diversos aspectos, desde a psique multidimensional, ritmos orgânicos, glandulares, ondas cerebrais etc. O conjunto desses aspectos é que faz o corpo todo vibrar. A música é criada dentro de certos padrões harmónicos e vibracionais que actuam sobre o campo vibracional e emocional do ser humano, fazendo o corpo ressoar as características de seu próprio psiquismo. a música funciona como influência vibratória que “afina” o padrão vibratório da pessoa.

Pesquisas demonstraram que a totalidade de nosso corpo vibra de 7.8 a 8 ciclos por segundo em seu estado natural de repouso, o mesmo valor é encontrado na frequência das ondas cerebrais de um indivíduo em profundo relaxamento e os números não param por aí; os físicos provaram que a terra inteira vibra nessa frequência básica de 8 ciclos por segundo, portanto, há uma ressonância real entre o ser humano em estado de relaxamento e a atmosfera terrestre.

O campo da cimática (estudo dos efeitos das ondas sonoras sobre a matéria física) provou que as ondas sonoras dão forma à “matéria” física das nossas células, tecidos e órgãos e estão directamente ligados ao nosso estado de saúde ou de doença. Segundo esta visão, a doença resulta de uma mudança da frequência vibracional na harmonia do corpo.

Vejamos um exemplo de acordo com a visão do Dr. Guy Manners, o que poderia acontecer no caso do fígado ser bombardeado por uma vibração em dissonância com seu padrão natural.

  1. O fígado poderá opor resistência e obrigar o impulso estranho a vibrar com seu ritmo e padrão vibratório, anulando a perturbação.
  2. Se a dissonância, a vibração estranha permanecer por muito tempo, o fígado produzirá stress que provavelmente abalará a saúde do órgão.
  3. A vibração estranha poderá adquirir força e impor sua vibração ao fígado, que poderá com o tempo, criar uma nova disposição molecular, prejudicial à harmonia do corpo todo e abalar a saúde do indivíduo.

 

Energia vibratória e o seu efeito na matéria

 

O fenômeno vibratório-sonoro tem uma força capaz de criar e destruir formas, gerar processos e agir como elemento regulador na natureza e no Homen, e é uma ideia que nos acompanha há milénios. Diversas passagens da Bíblia, dos Vedas indianos, da literatura Persa e das mitologias Grega e Chinesa, relatam, de modo surpreendente, como a partir de um som, algo foi criado, destruído ou curado. O astrónomo e matemático Johannes Kepler, no tratado Weltharmonik de 1619 (KEPLER, 1971), coloca a música e as suas leis como força determinante para a estruturação da natureza e dos movimentos celestes.

Relatam-se aqui brevemente alguns fenômenos de ordem física. Em torno de 1800, o físico Ernst F. F. Chladni demonstrou de forma clara como o processo vibratório podia ser visualizado e assim revelar sua acção formadora de padrões em substâncias granulares minerais. Com o descobrimento das "Figuras de Chladni" , todo um novo leque de possibilidades se abriu para a compreensão da actuação sonoro-vibratória . Entre os anos 1960 e 1972, ou seja, quase dois séculos depois dos primeiros experimentos de Chladni, o médico, pintor e pesquisador suíço Hans Jenny deu novo impulso a este estudo, desenvolvendo um "Tonoscópio", aparelho que permite a visualização do efeito de vibrações diretamente sobre diversas substâncias. Com o Tonoscópio eletro-mecânico, é possível controlar a freqüência e intensidade em que uma placa ou recipiente acoplado ao aparelho deve vibrar. Assim Jenny (1967, 1974) submeteu diversas substâncias à ação de vibrações e registrou os fenômenos observados em livros, fotos e filmes. Especialmente as substâncias viscosas e os líquidos ofereceram todo um novo campo de pesquisa, produzindo uma série de fenómenos de circulação e pulsação. Jenny elaborou a partir destes experimentos um corpo de reflexões acerca da natureza vibratória das formas e processos na natureza, remetendo-nos para a ancestral e moderna concepção vibracional do mundo. O seu trabalho teve continuidade na excelente pesquisa e registro feito por Alexander Lauterwasser (2002), que se dedica em especial aos fenômenos vibratórios na água.

Em recentes descobertas usando um Microscópio de Força Atômica, descobriram os “sons celulares”. Foram observadas oscilações em frequências na faixa audível em nano-escala na membrana de células de Saccharomyces cerevisiae e o estudo dos sons gerados por diversas células foi batizado de “Sonocitologia”. Os autores relatam que a vibração, que pode ser percebida auditivamente uma vez amplificada, reflete o estado vital da célula: células saudáveis produzem sons harmónicos enquanto células doentes produzem um som ruidoso. Os autores também sugerem que o processo vibratório-sonoro pode anteceder à manifestação concreta da patologia e, portanto, a Sonocitologia poderia ser usada como um método de diagnóstico vibratório. Neste sentido há uma concordância com os fenômenos observados com substâncias inertes das figuras de Chladni, Jenny e Lauterwasser, onde o impulso vibratório age configurando a substância segundo a sua própria estrutura.

A partir do acima exposto, e de modo geral o processo vibratório cria formas e processos reais, que se tornam visíveis à medida que as substâncias são a eles agregadas. Pode-se dizer que, no âmbito das substâncias inertes, o padrão vibratório precede a forma material e trabalha para que esta se manifeste, movendo e ordenando as suas partículas. Esta constatação permite indagar sobre os efeitos que um estímulo sonoro-vibratório possa ter sobre um organismo vivo. Uma vez constatados estes efeitos, deve-se perguntar: é possível fornecer exteriormente uma informação vibratória específica e assim levar o organismo alvo a intensificar, desenvolver, inibir, ou, em caso de distúrbios, restabelecer seu padrão saudável? Recordando que um organismo possui a sua própria dinâmica e padrões de desenvolvimento e constrói a sua existência em diálogo com o meio ambiente.

 

Bio-acústica

 

Muitos organismos biológicos usam ondas sonoras ou vibrações para orientação ou comunicação. Curiosamente, para além da sinalização química, parte significativa da comunicação animal depende das ondas de propagação, tais como, luz, acústica e ondas eletromagnéticas. Do ponto de vista evolutivo, a recepção e processamento da energia transportada nestas ondas é vantajosa, uma vez que permite obter informação sobre o meio ambiente, próximo ou distante. Com efeito, para perceber vibrações sonoras e / ou mecânicas, os vários grupos de organismos evoluíram e desenvolveram uma diversidade de órgãos sensoriais com estruturas morfológicas e funções adaptadas, e com as respostas sensoriais adaptadas às diversas fontes, formas e meios de comunicação através da qual as vibrações se propagam.

Por exemplo, os humanos e muitos mamíferos terrestres desenvolveram estruturas auditivas externas, o pavilhão auricular, para recolher as vibrações do ar e transmiti-las ao tímpano – sendo a primeira fase de acoplamento e transformação da energia acústica em energia mecânica. E ainda a maioria dos animais não apresenta esta morfologia externa, e muitos também não têm tímpanos. Os pássaros e sapos não têm orelhas externas, mas a sua audição pode ser mais refinada do que a nossa. Muitos insectos não tem ouvidos externos, apesar de terem presentes tímpanos que podem também ser encontrados em vários locais do corpo, dependendo das espécies Nos mosquitos e mosca da fruta, a audição é mediada por um morfologia especializada bem diferente – as antenas são dotadas na base de orgãos de johnston, receptores mecânicos ultra- sensiveis que oscilam com o campo sonoro.

Notavelmente, as cobras não têm ouvidos exteriores ou tímpanos, no entanto as suas mandíbulas actuam como elementos para receber vibrações transmitidas pela terra, e entregar informação acústica para um sistema mecano-sensorial tipo cóclea- Como o som se propaga rapidamente e em longas distancias num substracto denso como o solo, o acoplamento directo da cobra ao substrato é um ponto chave, sendo muito eficiente e permitindo a captura de informação de fontes sonoras distantes. A investigação na área da audição mostra que diferentes estruturas morfológicas podem ser funcionalmente adaptadas para executar a tarefa biofisica de detecção de sons ou vibrações.

Na verdade, a recepção e transdução de energia vibracional não exige as vias auditivas convencionais dos animais com timpano; o tímpano e estruturas cocleares são apenas uma possíbilidade, reconhecidamente como uma solução sofisticada, mas de modo algum constitui um requisito essencial para ouvir. Finalmente, dado que as vibrações do substracto estão sempre presentes em todos os tempos e lugares, pode-se supor que aqueles organismos que habitam ambientes subterrâneos (Por exemplo, mamíferos fossoriais) ou que estão de facto enraizados no solo (por exemplo, plantas) benefeciam de alguma forma com a percepção de vibrações do substracto.

Uma questão-chave reside naturalmente no natureza dos sons, e no seu conteúdo de informação. No futuro, não será surpreendente encontrar organismos dotados de mecanismos adaptados para detecção e transdução de vibrações no solo. Um grande desafio actual é, perceber os mecanismos biofísicos e fisiológicos que permitem a sensibilidade ao som via substrato e explorar a sua diversidade filogenética nas plantas. Esta capacidade de plantas para detectar e usar sons, sejam eles na forma de vibrações no ar ou substrato, demonstra o poder universal desta linguagem sonoro-vibratória.

 

Biomusicologia – estudo da base biológica para a criação e a apreciação da música

 

A música não é uma dádiva da inteligência humana, não é apenas um fenómeno artístico e cultural com no máximo, 52 mil anos (data provável dos mais antigos instrumentos musicais encontrados). Se depender dos biomusicólogos, a história da música pode retroceder até pelo menos 60 milhões de anos, quando apareceram as primeiras baleias, nos oceanos. “Não é exagero dizer que esses mamíferos também criaram o que chamamos de música”, diz M. Gray.

As pesquisas com as baleias e com outros animais têm levado os cientistas a acreditar que a inclinação humana para a música poderá estar mais relacionada com uma programação biológica do que com os padrões culturais exclusivos da nossa espécie. Como a música é um fenómeno encontrado em todas as comunidades ou grupos humanos, a comunidade cientifica acredita quee é provável a existência de uma base biológica para a sua criação e apreciação.

Apesar do hemisfério direito do cérebro ter sido considerado inicialmente como o hemisfério musical, a nossa percepção musical é fruto da interseção dos neurónios de ambos os hemisférios. Não existe um centro musical no cérebro. As mesmas regiões responsáveis por outras formas de cognição são também usadas para a percepção da música.

A Biomusicologia é o estudo da base biológica para a criação e apreciação da música; sendo que esta é um aspecto do comportamento humano. Este termo foi cunhado por Nils L. Wallin em 1991.

Sendo a música um fenómeno existente na totalidade dos grupos humanos, os cientistas acreditam existir uma base biológica para a sua criação e apreciação. Para além de terem descoberto que não somos os únicos seres abençoados com esse dom, a Biomusicologia tem revelado que SOMOS TODOS SERES MUSICAIS, sendo a biologia mais responsável por isso do que aquilo que imaginávamos.

A biomusicologia tenta fornecer uma visão biológica em coisas como:

  • o uso terapêutico da música em tratamentos clínicos
  • a influência psicológica da música;
  • o uso difundido da música nos meios audiovisuais, como cinema e televisão,
  • a presença ubíqua da música em locais públicos
  • a influência da música nos comportamento de massa;.
  • o uso da música como um potenciador geral de aprendizagem A vibração como expressão cósmica impressa no ar e nos corpos influencia-nos a nível interno e externo. A vida é movimento e o movimento é a essência da própria matéria. Tudo é incessante vibração.  A substância são modos de movimento, distinguindo-se por diferentes velocidades de vibração. Actualmente biólogos, etologistas, antropólogos, arqueólogos, psicólogos, neurocientistas e linguistas, juntaram-se pela 1ª vez para analisar estas e outras temáticas relacionadas com a biomusicologia evolucionária; num estudo que poderá contribuir enormemente para a nossa compreensão do percurso da música humana,

Há que pensar...

Que forças biológicas e cognitivas esculpiram o comportamento musical dos seres humanos, e o seu rico reportório de composições musicais? Para que serve a música? E porque dispõe dela todas as culturas humanas? Quais são os aspectos universais da música? E quais são os aspectos do comportamento musical, através das culturas?

  • a evolução do aparelho vocal hominídeo,
  • a localização de funções cerebrais,
  • a estrutura sinalética e acústica,
  • a simbólica gestual, a manipulação emocional através do som,
  • a auto-expressão,
  • a criatividade,
  • a afinidade humana com a espiritualidade
  • e a conexão humana à própria música em si mesma.

O meu trabalho enquanto investigadora, a BiomusicologiaTerapeutica® – Uma Terapia harmoniosa que permite o funcionamento total de um organismo vivo, demonstra que a música age entre outras, sobre as hormonas que produzem uma substância que ajuda a reduzir o stress. Pelo facto das nossas amígdalas se activarem, estimulando a hipófise e produzindo ACTH2 (hormona), quando isso acontece uma outra hormona anti-stress é libertada através das glândulas supra-renais, fazendo com que a quantidade de açúcar seja aumentada no sangue; o que serve de alimento aos nossos músculos que estão em tensão; desse modo a música ajuda-nos a relaxar os músculos e a interromper o ciclo de stress.Somos constituídos por um corpo físico, feito de matéria e por uma aura, mais subtil, ou seja anti-matéria, que é o que reveste os nossos campos de energia.Ao nível da pesquisa foi demonstrado que o nosso DNA reage aos sons. Já foi demonstrado cientificamente que ao se utilizarem determinadas vibrações sonoras se produzem alterações em amostras de DNA vivo! Por mais incrível que possa parecer, o DNA é passível de re-programação através da utilização de determinadas frequências sonoras! A pesquisa cientifica já demonstrou que existe uma relação muito estreita entre o DNA e a linguagem, por exemplo. Assim sendo, alterações nas frequências saudáveis dos órgãos do corpo humano vão produzir os mais variados tipos de doenças orgânicas; da mesma forma que sons adequadamente produzidos conduzem ao restabelecimento das frequências saudáveis dos órgãos. Na realidade cada um de nós é som em estado sólido.

Neste trabalho, num ambiente de interacção entre a mente e o cérebro, o sistema nervoso e o sistema imunológico, são desenvolvidas actividades de grupo com o propósito específico de apoiar e reabilitar pacientes com os mesmos problemas de saúde.

Baseada na ideia do Dr. Joël Sternheimer, de que no interior das células existe "proto-música", ou seja, existe um arranjo harmonioso que permite o funcionamento total do organismo. Neste arranjo, as "ondas de frequência" associadas a alterações nas proteínas exercem sobre a sua biosíntese um papel regulador que conserva, de um modo surpreendente, a sua transposição para uma zona audível. Esta moderna e futurista terapia de som, orienta-se essencialmente no sentido do campo magnético em si próprio, e, por último, no sentido do corpo físico.

Para além do mencionado, este inovador trabalho parte da ideia de que a "matéria" de que é constituído o som é sentida pelo nosso corpo físico, ao passo que as harmonias mais subtis são perceptíveis pela nossa aura.

Mas, porque é que uma determinada melodia tem o dom de acalmar?

Biomusicologia® Terapêutica controla os batimentos cardíacos, torna a respiração mais lenta e profunda, previne as enfermidades cardíacas, relaxa a musculatura, combate o nervosismo, combate enxaquecas, aumenta a resistência às excitações sensoriais, previne as neuroses, previne as enfermidades psicossomáticas, combate o stress, permite o domínio das forças afectivas, ajuda no bom funcionamento fisiológico.Assim sendo, pode produzir no cérebro a mesma sensação de bem-estar produzida pelas endorfinas (grupo de proteínas secretado pelo hipotálamo de grande poder analgésico que estão presentes em estado natural no cérebro) responsável pela redução da dor que sentimos.

Esse estado leva a quietude mental aliviando o stress, as preocupações, a insónia, inquietação e agitação mental. Faz tomar contacto com as emoções mais profundas retomando o sentido do verdadeiro Eu e dos valores mais importantes para a auto-realização.

Tanto pode causar um estado profundo de relaxamento semelhante ao da vigília ou estado alpha quanto elevar o espírito e trazer um estado de contentamento duradouro ao acto de celebrar e encontrar a verdadeira unidade.

Actua sobre:

  • Cérebro, Tálamo e Hipotálamo (fenómenos vinculados ao subconsciente),
  • Hipófise (dom da concentração),
  • Cerebelo, Plexo Solar, Pulmões,
  • Pele e mucosas das membranas,
  • Músculos, Vasos Sanguíneos

Indicada para:

  • Baixar a tensão alta,                                        
  • Crianças e adultos apáticos,
  • Pessoas nervosas, depressivas, ansiosas,
  • Reduzir estados de pessimismo, melancolia e tristeza,
  • Combater os estados de preocupação, tensão, apatia, stress.

Destinado:

  • Doentes oncológicos
  • Doentes terminais
  • Doentes com patologias auto-imunes
  • Doentes com patologias degenerativas
  • Doentes com patologias hereditárias
  • Doentes com distúrbios no ciclo circadiano
  • Doentes com Ansiedade, Stress, Fobias, Depressão, Choques emocionais profundos
  • Crianças com hiperactividade ou com apatia
  • Idosos (de um modo geral)

 

RITMOS BIOLÓGICOS  

 

Os ritmos biológicos manifestam-se regularmente em todos os organismos vivos. Os seres vivos são dotados de uma estrutura organizacional que mantém padrões constantes de movimento oscilatório, ou seja, tudo o que ocorre no organismo obedece a padrões rítmicos gerados endogenamente.

Estes ritmos, porém, podem ser alterados devido a factores ambientais como a presença ou não de luz, ciclo das estações do ano, ciclos da lua, ciclo das marés, e, também, pelos ritmos de outras frequências e com os ciclos geofísicos como, por exemplo, ciclos de temperatura, ciclos de alimentação e ciclos de interação social, apesar destes serem mais difíceis de serem quantificados.

Os eventos rítmicos biológicos possuem um tempo de duração do ciclo de actividade,

bastante variável. Os ritmos biológicos manifestam-se em períodos que vão de milissegundos, como os ritmos de disparo de neurônios ou de batimento do flagelo de espermatozóides, até anos, como o ciclo reprodutivo da cigarra americana (13 ou 17 anos) ou do bambu chinês (100 anos). Nos humanos, o acto de dormir, as actividades motoras, o desempenho psicomotor e cognitivo, a percepção sensorial, a secreção hormonal, a temperatura corporal, as actividades reprodutoras e vários outros fenômenos fisiológicos e psicológicos manifestam-se em períodos rítmicos.

Os ritmos biológicos observados não são simples flutuações de reações químicas internas do organismo, mas, sim, o resultado da interação entre mecanismos internos e sincronizadores externos.

O organismo vivo e o meio ambiente estão em contínua interação na busca de um estado de equilíbrio dinâmico. Como os sistemas biológico e psicológico do ser humano são mais ‘abertos’ do que os dos organismos não humanos, podemos, com razão, esperar encontrar interações organismo-meio ambiente muito mais complexas influenciando os biorritmos e o comportamento humano.” Os ritmos biológicos manifestam-se regularmente em ciclos com diferentes períodos de duração.

 

Danuia Pereira Leite

 

Referências Bibliográficas:

Peretz, Isabelle (2006): "The nature of music from a biological perspective." Cognition

Wallin, Nils L./Björn Merker/Steven Brown (Eds., 1999): The Origins of Music

Oliver Sacks (2007): Musicophilia: Tales of Music and the Brain (2007)

Zatorre, R./Peretz, I. (2000): The Biological Foundations of Music, New York: National Academy Press

Hauser, Marc D./Josh McDermott (2003): "The evolution of the music faculty: a comparative perspective." In: Nature Neuroscience Vol. 6

 

 

Publicado por Re-ligare às 12:03
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