Segunda-feira, 5 de Maio de 2014

O fenómeno da insegurança nas crises capitalistas e os horizontes de expansão do Islão



Vivemos desordenadamente. A sociedade global vai-se tornando mais rígida, em termos legais. Mais leis, mais regras, em mais campos, vão sendo criadas. É exemplo disso toda a lógica financeira, os modos de operar da asae e todas as normas no que toca ao uso das ferramentas da internet. Há mais exemplos, no campo fiscal, no campo da avaliação de professores e alunos, no campo da produção e comercialização de alimentos, etc.


Apesar de se apertarem estas leis e normas e de se irem tornando mais complexas, a desordem prevalece e, em tempos de crise, é até acentuada.
Talvez se acentue por esta tendência para a legislação estar assente em bases erradas. Podemos dizer que o actual sistema é desordenado porque, mesmo havendo recursos, há muita gente que está sendo destituída das bases mínimas de vida, o que não está certo. Quem pode e precisa de trabalho, ou é sujeito a um duro regime ou não consegue e cai borda fora. E quem cai borda fora do mundo laboral (idosos, doentes, incapacitados) está sendo progressivamente abandonado ou expulso, o que não está certo.


Este processo de crise costuma conduzir a avanços de movimentos de extrema-direita (agora o recente fundamentalismo laico). No entanto, esta situação do campo laboral e da base de subsistência faz com que gente sem-abrigo e gente comprando artigos de luxo, ocupem as mesmas ruas das mesmas cidades, segundo critérios arbitrários ou convencionados, e em que cada qual tem que lutar egoisticamente por si próprio contra os outros, que são concorrência no campeonato do sucesso… este processo conduz a enormes estados de ansiedade nas populações vulneráveis, conduzindo depois a acessos de loucura, crimes, consumos de drogas e fenómenos de marginalização e indigência.


Mas leva também a casos de uma genuína indignação e exigência de uma ordem autêntica.


E o Islão é ordem. E não é uma ordem qualquer como o são as ideologias. É código de vida bem ordenada, comunitária, fraterna e religiosa. Por isso veremos, atentos aos sinais do que se passa já em França se o Islão terá ou não, na Europa, um novo horizonte de expansão.
Francisco Ferro 14-04-2014



Publicado por Re-ligare às 13:49
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