Terça-feira, 2 de Setembro de 2008

A decisão judicial

Vejamos a decisão judicial que implicou a retirada da revista dos pontos de venda:

                    

Processo 2008.001.251383-5

1. Alinha a autora, na peça de ingresso, o vilipêndio de símbolo religioso, utilizado em foto de nudez, através de revista de grande circulação, para adultos, lançada pela editora-ré.

2. Os aspectos enfocados integram conflitos aparentes de interesses constitucionalmente protegidos, na seara da liberdade jornalística, artística e religiosa.

3. Cabe ao Magistrado, em sede de tutela antecipada, ponderar os interesses de direitos difusos, para não tolher o livre acesso do cidadão à qualquer tipo de informação, com ingerência na sua vida privada ou violando a privacidade, assim como proteger o sentimento religioso.

4. Com efeito, não pode atuar o Judiciário de forma arbitrária, no recolhimento dos exemplares que se encontram nos estabelecimentos de venda, por isso que já estão disponibilizados para o público, em geral, até porque não atingida, em princípio, a integridade moral dos jurisdicionados, cuja faceta integra a fase probatória.

5. Em contrapartida, deve evitar-se o atingimento do mencionado sentimento religioso da comunidade cristã, até porque nenhum, ou pouco, prejuízo irá ser imposto à editora-ré, com a subtração de uma só foto.

6. Pelo talhe do exposto, considero que presentes, em parte, os pressupostos autorizativos, por isso que DEFIRO, PARCIALMENTE, A TUTELA ANTECIPADA, para determinar à ré abstenha-se de distribuir novas revistas com a foto impugnada, sob pena de multa diária de R$1.000,00.

7. Cite-se e intime-se, com cópias da exordial e desta decisão, cuja diligência deve ser cumprida em até 72 (setenta e duas horas).

8. Publique-se.

 

Publicado por Re-ligare às 15:31
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Carol - II (a resposta)

                

... não, ainda não é a foto da Carol...

                

Chegou-me uma resposta da modelo publicada num jornal. Aqui segue ela (a resposta).

            

"Odeio hipocrisia", dispara Carol Castro sobre a polêmica do crucifixo

Após ser criticada pela Igreja Católica por sua foto seminua com um crucifixo – em ensaio da revista Playboy de agosto –, Carol Castro foi surpreendida com mensagens críticas e de apoio em seu Bloglog. Aos que criticaram a foto, ela respondeu: "Odeio hipocrisia", em um post prublicado nesta sexta-feira (15).

Em sua página pessoal, a atriz chegou a ser ofendida por alguns internautas e disse que não iria ler os comentários, pois já disseram a ela que a discussão não estava muito construtiva.

"Soube por pessoas próximas que estava acontecendo um debate, um rebuliço, nos comentários do meu blog. Porém, soube também que o nível caiu em alguns momentos. Então prefiro nem ler. Porque odeio hipocrisia e não vou dizer que não me importo com o que escrevem para mim, porque não é verdade! Uma pena, mas fico feliz que a maioria esteja me apoiando e me defendendo", escreveu a Sheila de "Beleza Pura", da Globo.

A foto é, segundo a atriz, a interpretação de Dona Flor, da obra de Jorge Amado "Dona Flor e seus dois maridos", já que o ensaio foi inspirado na Bahia e nos personagens do escritor.

"Óbvio que não era a minha intenção magoar ou desrespeitar ninguém! Mas enfim, a foto fazia parte do contexto do ensaio: Mulheres de Jorge Amado. Elas sempre foram sensuais e religiosas. E na 'tal' foto, tratava-se de Dona Flor, viúva, sofrendo pela morte de Vadinho, rezando sua falta", explicou Carol.

Em apoio à atriz, o músico Tico Santa Cruz, vocalista da banda Detonautas, escreveu em seu Bloglog: "Senhores, voltemos nossas energias para causas que possam ajudar esta infame nação a sair desse caótico sistema, cujo vossos filhos estão entregues a todo tipo de mazelas. Despendam vossas energias para os destinos certos, onde precisamos de mobilização. Deixem a Carol Castro em paz!".

 

Publicado por Re-ligare às 10:52
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Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

O crucifixo de Carol Castro e ainda a Liberdade de Expressão

O Brasil é pródigo na junção de correntes diversas e na criação de sínteses. Continuando a nossa série de tópicos sobre LIberdade Religiosa, trago agora, pela mão do Hugo Espínola, um caso recente do uso de um símbolo religioso.

A situação não é nova. Já antes Madonna teve alguns problemas com o uso de crucifixos. Alguns artistas também os têm regularmente.

O novo neste caso é a intervensão da Justiça.

Esperemos para saber mais novidades que colocaremos aqui on-line, ajudfando-nos a reflectir sobre o uso público de símbolos religiosos.

          

Será que podemos publicar a qui a imagem?...

                 

Entretanto, sigamos um artigo de opinião recentemente publicado num jornal brasileiro.

 

O crucifixo de Carol Castro e a 'propaganda' da censura

Publicada em 28/08/2008 às 11h47m

Artigo do leitor Jô Rodrigues

Nosso país é pródigo em casos e "causos". Vez por outra, tanto a Igreja quanto o Judiciário e os governos nos proporcionam fatos hilários. É o caso do problema criado entre a Igreja, a atriz Carol Castro e a revista "Playboy", especialista em desnudar musas para satisfazer desejos confessáveis dos marmanjos de plantão.
A menina mostrou o que é seu, o belo corpo, adornado por um crucifixo, numa revista masculina. Parece que os "senhores feudais" da Cúria também leram a revista profana. E, prontamente, acionaram a Justiça, que sempre é careta e carola, e eis que um juiz resolveu que a moçoila não pode posar nua com um símbolo da Igreja.
Interessante... Na época das Cruzadas, milhares de cavaleiros e plebeus matavam, roubavam, estupravam, tendo como símbolo a cruz de Cristo, sob as bênçãos do Papa de plantão. Durante a Inquisição, tribunal radical católico, centenas de pessoas eram perseguidas, mutiladas, queimadas, acusadas de perjúrio, bruxaria etc. E sob a velada proteção dos maiorais da Igreja, muuitos padres pedófilos, que portam crucifixo ao pescoço, estão por aí, alguns processados, outros simplesmente transferidos de dioceses. A maioria, ao que parece, salva da ira dos justos.
E agora, eis que a jovem e bela Carol Castro, ao mostrar o belo corpo que Deus lhe deu, vira notícia por estar com um crucifixo preso ao belo pescoço. Santa mediocridade... Afinal, ela está como veio ao mundo - nua - por obra e graça do Criador, que nos fez todos assim. Se usamos roupas e tantos apetrechos, errados estamos diante do Senhor, já que nascemos nus, totalmente, sem qualquer adorno!
Essa providência, discutível, não prejudicou em nada a Carol e a revista. Muito ao contrário. Se a Igreja não tivesse pronunciado, e a Justiça não tivesse metido sua mãozinha na questão, a publicação nem faria o sucesso que está fazendo. Seria mais uma bela atriz que expõe seu belo corpo, nada mais. Mas, com as providências intespestivas, ela ganhou mais fama ainda e a revista "Playboy" está morrendo de rir. Provavelmente terá a maior vendagem entre tantas que já teve. Amém?

Publicado por Re-ligare às 14:15
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